porAssessoria de Comunicação ANGAAD

Book da adoção: João & Karla

Lindo ensaio fotográfico da gestação do coração

“Meu nome é Karla, sou pedagoga e casada com João Demetrio, também de 37 anos, Administrador de Empresas. Moramos em Recife, PE e estamos juntos há 5 anos (sendo dois anos casados). Sempre tivemos o desejo de aumentar nossa família e nos tornarmos pais, quando casamos dizíamos que eu já voltaria grávida da lua de mel (mas não voltei)… O tempo foi passando e nada acontecia, quando investigamos descobrimos que não poderíamos ter filhos biológicos (prefiro não dizer de quem é o problema para não nos expor).
Pense num choque! Que luto para nós e nossa família, viu… Resolvemos então fertilizar. Saímos do consultório da geneticista certos de que era só arrumar o dindin e pimba, estaríamos grávidos! Eu, curiosa como sou, fui investigar e aprender mais sobre o assunto, começando a participar de vários grupos. Percebi então que não era bem assim…
Comecei a ter dúvidas se queria mesmo fertilizar (ou será que isso era porque Deus já tinha traçado um plano?), mas não tinha coragem de dizer ao meu marido sobre minha dúvida. Então, depois de uma crise de choro na comemoração do Dia das Mães da nossa igreja (que vergonhaaaa), no caminho de volta pra casa eu disse que não queria passar por toda aquela dor e sofrimento que a fertilização causaria e não ter nenhuma segurança se daria certo. Para minha surpresa, ele me respondeu: Ufa, ainda bem! Eu só aceitei por sua causa, pois também não queria… (kkkkkkk)! Daí então, começamos a amadurecer a ideia da adoção, mas, como nem conhecia direito o tema, continuei sem ter certeza (a única certeza que eu tinha era que queria ser mãe).
Em uma madrugada, sem conseguir dormir, me levantei e fui falar com Deus. Na minha oração, pedi respostas, se era mesmo uma adoção que Ele queria para nossas vidas! Ao abrir a bíblia, já me deparei com um sinal divino, pois o trecho tratava sobre a adoção que José fez de Jesus. E como minha bíblia é da mulher, possui indicações de leitura em determinada página. Quando achei a indicação, para minha alegria o título do texto era “LARES ADOTIVOS“!
Que resposta mais eu poderia querer???? Caí em lágrimas e agradeci imensamente a Deus por essa experiência e por sentir o imenso amor dEle por nós!!!!”
Agora, estamos aqui, meu marido e eu. Engajados na causa, gravidíssimos do coração, a espera de um menino ou menina, de 0 a 5 anos, independente de cor… E mais, abrimos o perfil para receber até dois irmãos!!!! 😀
Que Deus nos abençoe imensamente e nos segure pela mão nessa longa caminhada!!!
Um xero (como nós dizemos por aqui),
Karlinha Predo e João Demétrio.
porAssessoria de Comunicação ANGAAD

Apadrinhamento Afetivo

O apadrinhamento afetivo não é adoção.

É oportunidade de proporcionar convivência familiar a crianças e adolescentes abrigados que não têm família. Na maioria dos casos, são jovens que por conta da idade terão mais dificuldade de serem adotados ou já estão prestes a completar 18 anos e irão embora dos abrigos. Além do afeto, os padrinhos também oferecem aos jovens orientação sobre o futuro, os estudos e a profissão.

Ficou curioso sobre o assunto?

Assista ao vídeo para saber como se tornar madrinha ou padrinho: http://bit.ly/1K6C1Xp.

#CNJ #ApadrinhamentoAfetivo

 Apadrinhamento afetivo: é a oportunidade da convivência familiar para crianças e adolescentes que vivem em abrigos.

Não é adoção.

Na maioria dos casos, o encontro é quinzenal durante o final de semana.

Tem curiosidades sobre o assunto? Assista ao vídeo do CNJ ou entre em contato conosco.

porAssessoria de Comunicação ANGAAD

Realidade brasileira sobre adoção

O tema da adoção no Brasil é um desafio de enormes dimensões, como comprova a análise dos dados do Cadastro Nacional de Adoção (CNA) e do Cadastro Nacional de Crianças e Adolescentes Acolhidos (CNCA), administrados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Existem hoje cerca de 5.500 crianças em condições de serem adotadas e quase 30 mil famílias na lista de espera do CNA. O Brasil tem 44 mil crianças e adolescentes atualmente vivendo em abrigos, segundo o CNCA — em fevereiro do ano passado, eram 37 mil. Se há tantas pessoas dispostas a acolher uma criança sem família, por que o número de meninas e ­meninos do cadastro não para de crescer?

Na avaliação do próprio CNJ, a resposta pode estar na discrepância que existe entre o perfil da maioria das crianças do cadastro e o perfil de filho, ou filha, imaginado pelos que aguardam na fila da adoção. “Nacionalmente, verifica-se que o perfil das crianças e adolescentes cadastrados no CNA é destoante quando comparado ao perfil das crianças pretendidas, fato que reveste a questão como de grande complexidade”, admite o CNJ no documento Encontros e Desencontros da Adoção no Brasil: uma análise do Cadastro Nacional de Adoção, de outubro de 2012.
Criado em abril de 2008, antes mesmo da entrada em vigor da nova legislação sobre o tema, o CNA tinha como principal objetivo dar mais rapidez e transparência aos processos. Nos três anos seguintes, foram 3.015 adoções no Brasil, uma média de quase três por dia. Um ritmo que pode, ainda, estar em queda. De acordo com dados da Seção de Colocação em Família Substituta da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Distrito Federal, a média mensal de adoções caiu depois das novas exigências legais. Em 2010, a Justiça autorizou 195 adoções no DF — média mensal de 16,25 casos. Em 2011, foram menos: 144 no total, ou apenas 12 por mês.

Incompatíveis
A análise dos perfis do CNA indica que é falsa a crença comum de que o maior obstáculo às adoções no Brasil é a questão racial. Cerca de um terço (32,36%) dos pretendentes só aceita crianças brancas, que representam exatamente três em cada dez das cadastradas. Por esse viés, portanto, não existiria dificuldades. Até porque quase 100% das famílias se dispõem a acolher crianças negras ou pardas, que são duas em cada três do cadastro. Além disso, nada menos que 38,72% se declaram indiferentes em relação à raça do futuro filho ou filha.

Incompatibilidade difícil de ser suplantada é, na verdade, o fato de que apenas um em cada quatro pretendentes (25,63%) admite adotar crianças com quatro anos ou mais, enquanto apenas 4,1% dos que estão no cadastro do CNJ à espera de uma família têm menos de 4 anos. Em 13 de março deste ano, eram apenas 227 em um universo de 5.465. Por isso, cada dia que passam nos abrigos afasta as crianças ainda mais da chance de encontrar um novo lar. Tanto que é inferior a 1% o índice de pessoas prontas a adotar adolescentes (acima de 11 anos), que por sua vez respondem por dois terços do total de cadastrados pelo CNJ.

Outro fator que costuma ser sério entrave à saída de crianças e adolescentes das instituições de acolhimento, de acordo com as estatísticas do CNJ, é a baixa disposição dos pretendentes (17,51%) para adotar mais de uma criança ao mesmo tempo, ou para receber irmãos (18,98%). Entre os aptos à adoção do CNA, 76,87% possuem irmãos e a metade desses tem irmãos também à espera de uma família na listagem nacional. Como os juizados de Infância e Adolescência dificilmente decidem pela separação de irmãos que foram destituídos das famílias biológicas, as chances de um par (ou número maior) de irmãos achar um novo lar é muito pequena.

Demora crítica
Para o senador Magno Malta (PR-ES), a morosidade nos processos de adoção acaba contribuindo para que vidas sejam ­desperdiçadas.

“Algumas dessas crianças vão se prostituir depois dos 12, 13 anos de idade porque não aguentam mais. Saltam o muro do abrigo, vão para a rua e não voltam. Dizem que a rua é o lugar delas. Estão roubando e assaltando, pagando o preço desse tipo de raciocínio de quem tem o poder e podia facilitar as coisas, mas não faz isso”, lamenta o senador.

“Adotar é algo louvável. Mas durante o processo de adoção não pode haver irregularidades e atos que violem os direitos humanos, não só dos adotantes como dos adotados”, argumenta o também senador Paulo Paim (PT-RS), que presidia a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado quando aconteceram os debates.

As explicações para o desinteresse dos brasileiros em acolher crianças maiores ou adolescentes têm origem no fator predominante que leva uma família a decidir pela adoção.

As pesquisadoras Ana Maux (à esquerda) e Elza Dutra, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) consideram os estudos com as famílias essenciais para que possamos compreender a experiência da adoção e as suas particularidades. ------------------ Endereço para correspondência: Praça André de Albuquerque, 22, Cidade Alta, Natal/RN - CEP:59025-580

As pesquisadoras Ana Maux (à esquerda) e Elza Dutra, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) consideram os estudos com as famílias essenciais para que possamos compreender a experiência da adoção e as suas particularidades.
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Endereço para correspondência: Praça André de Albuquerque, 22, Cidade Alta, Natal/RN – CEP:59025-580

“Em uma pesquisa realizada [em 2006] envolvendo famílias de vários estados do país, 50% dos entrevistados trouxeram como motivação para a adoção o fato de não terem os próprios filhos (incluindo-se aí aqueles que desejavam escolher o sexo da criança ou problemas de infertilidade para gerar o segundo filho). Para aqueles que não possuíam filhos biológicos, a infertilidade foi apresentada como motivação por mais de 80% dos respondentes”, revelaram as psicológicas Elza Dutra e Ana Andréa Barbosa Maux, no artigo “A adoção no Brasil: algumas reflexões”, publicado em 2010 na revista Estudos e Pesquisas em Psicologia.

“Adoção tem que estar dentro do nosso coração. Não é qualquer pessoa que vai adotar. Não se pode pedir a ninguém para adotar uma criança e, quando ela quer adotar, os grupos preparam o casal para uma adoção legal, segura e para sempre”, reconhece Sandra Amaral, presidente do grupo de apoio à adoção De ­Volta pra Casa.

Muitas pessoas, porém, podem até ter o sonho de adotar uma criança, mas enfrentam obstáculos que vão muito além das próprias capacidades de superá-los. Por exemplo, os encargos financeiros referentes à criação de um filho. A situação econômica dos pretendentes a adoção é um dos itens cuidadosamente avaliados pelas equipes das varas de Infância e Adolescência antes de incluí-los no cadastro nacional. Os números refletem essa realidade: 75% dos pretendentes têm renda familiar entre um e dez salários mínimos.

Fonte: Em Discussão – Senado

porAssessoria de Comunicação ANGAAD

MINHA HISTÓRIA DE ADOÇÃO

Tudo começou quando eu tinha 11 anos, foi a primeira vez que fui para a casa de acolhimento, por diversos motivos não podia ficar com minha mãe biológica. No início senti muito medo, era tudo muito diferente – as crianças se assustam quando são retiradas de suas casas para morar em um abrigo e precisam ser compreendidas neste momento. Aos poucos fui fazendo amizade com todos e a primeira pessoa em quem confiei e contei minha história foi a tia Preta, coordenadora do abrigo. No começo eu sentia muita falta dos meus irmãos, principalmente o pequeno, aliás ainda sinto muita falta dele. Eu tinha medo que minha mãe e o pai dele batessem nele e eu não estaria lá para defendê-lo.

Depois de um tempo eu voltei para a minha mãe e não deu certo. Muitas coisas tristes aconteceram, sofri grandes decepções, achei que minha vida nunca seria melhor do que aquilo e então eu fugi, achei que era melhor morar na rua do que morar na minha casa ou voltar para o abrigo, conheci pessoas que me disseram que eu jamais seria amada de verdade, e eu acreditei. Acabei voltando novamente para o abrigo e hoje sei que esse foi o melhor caminho. Eu não tinha muita esperança, via crianças entrarem e saírem de lá e eu ia ficando, já me preparava para morar lá até os meus 18 anos e para isso eu precisava estudar e me comportar para que ao sair tivesse uma profissão e pudesse me sustentar sozinha. Não é muito legal se sentir sozinha num abrigo, por mais que as tias e tios se esforcem para nos dar tudo o que precisamos, falta o principal, que é o colo de um pai e uma mãe… mas isso eu nunca tinha tido então eu nem sabia que sentia falta de carinho e amor, eu achava apenas que viveria sozinha.

Poucas pessoas me falavam para ter esperança, e quem mais me dava apoio era a tia  Rose, voluntária que  nos visitava sempre e dizia pra eu ter fé que Deus ia me dar uma família. (é muito importante para as crianças acolhidas ter amigos, tios e tias que se dispõe a ser voluntários e fazer visitas, levar para passear, dar carinho, apadrinhar, essas pessoas trazem o amor e o aconchego que muitas vezes as crianças nunca receberam de ninguém e fazem toda a diferença nas nossas vidas.)

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Lívia no dia que recebeu a notícia de que seria adotada

Um dia tudo começou a mudar e eu nem sabia. A Tia Preta me chamou e disse que eu teria uma madrinha e um padrinho, e eu comecei a passear com eles, ficar na casa deles, frequentar a evangelização com eles, brincar com a filhinha deles… fui entrando na família sem perceber, aos poucos eles perceberam que me amavam como filha, não mais como afilhada, eu sofria quando eles me deixavam no abrigo e eles também sentiam a minha falta em casa. Um dia ouvi minha madrinha conversando com alguém no telefone, ela falava sobre adoção tardia e eu pensei que ela estava procurando uma família pra mim, só depois eu soube que aquela era uma grande amiga que mora longe e que adotou uma menina de 11 anos que se chama Esmeralda, e a mãe e o pai da Esmeralda tinham ligado para dar força para os meus pais, que na época ainda eram meus padrinhos, souberam que eles tinham a intenção de me adotar e resolveram ajudar contando sua história de amor com sua filha e encheram  meus pais de força e coragem. Então um dia meus padrinhos me levaram um da para a casa deles e lá tinha um vaso com flores, foi a primeira vez que ganhei flores, com uma carta que dizia coisas lindas, explicando que nem sempre os filhos nascem da barriga das suas mães, as vezes precisam passar por caminhos difíceis até encontrarem suas verdadeiras famílias e que eu não estava mais sozinha… no final eles perguntavam se eu aceitava ser filha deles e irmã da minha irmãzinha, e eu pulei e gritei muito de alegria, disse que sim… mas no fundo não acreditei muito que isso estava acontecendo.

Um dia o conselheiro tutelar foi me buscar e me levou ao fórum, senti muito medo, achei que iam me mandar para outro abrigo em outra cidade e eu não queria entrar. Quando cheguei perto da sala do juiz eu quis fugir, fui andando para traz  e então o Dr. Fernando que é um juiz mais que especial veio me buscar, foi me acalmando, conversando comigo mas eu estava tão nervosa que nem vi meus futuros pais naquela sala. Então o juiz fez uma pergunta pra mim:

-Você quer ser filha deles?

-Simmm. –Respondi.

E foi quando ouvi o juiz dizer algo que mudou totalmente a minha vida:

-Então Lívia, a partir de hoje, este é o seu pai e esta é a sua mãe.

Eu saí pulando para abraçar meus pais, fomos ao abrigo buscar minhas coisas e eu só queria ir pra casa, mas também queria que todos meus colegas pudessem ganhar famílias como a minha. No começo eu achava que seria devolvida, que eles apenas sentiam pena de mim e que não me aguentariam por muito tempo, dei algum trabalho (ainda dou rsrs), mas agora eu sei que tenho um lar e não vou mais embora daqui.

Minha vida mudou, lógico que para melhor. Hoje eu sei o que é ter um pai e uma mãe que cuidam, protegem, amam, brigam, deixam de castigo, conversam e me fazem ver que preciso mudar meus sentimentos e minhas atitudes para que eu me torne uma pessoa melhor e mais feliz. Meus pais me ensinaram que não importa o meu passado, o meu futuro vai depender de quem eu for de agora em diante.

Minha irmãzinha e eu nos amamos muito, eu ainda me preocupo com meu irmão que ficou com minha família biológica mas sei que um dia poderei ajudar ele, sei que Deus vai me usar para transformar a vida dele quando eu estiver pronta. Minha mãe disse que um dia eu vou conseguir até perdoar as pessoas que me fizeram mau no passado, mas eu prefiro não pensar nisso por enquanto.

Eu não tenho vergonha de ser adotada, não sou filha de sangue mas sim do coração, e que privilégio nascer de um coração, o lugar onde vive o amor. Se todos os filhos nascessem do coração, as crianças não precisariam sofrer e nem aprenderiam a fazer tantas coisas erradas.

Hoje minha vida é muito melhor, a de antes não chega nem aos pés. Meus pais, minha irmã e minha avó me amam, me cuidam, me protegem, eu sei que estou segura aqui. Amo muito minha família, amo muito vocês PAI e MÃE.

#AdoçãoTardiaEuApóio

Lívia Emanueli de Castro Rocha

p.s. Assistam o vídeo com os momentos que descrevi acima.

porAssessoria de Comunicação ANGAAD

Ponto de Encontro – Adoção

A assistente social da Vara da Infância e Juventude de Campinas Clarice Teixeira e a professora da Pós-Graduação em Psicologia da PUC-Campinas Letícia Zanon discutem o processo de adoção na região.

porAssessoria de Comunicação ANGAAD

Aonde está o verdadeiro nó de tantas crianças e adolescentes ainda não terem uma família de verdade?

Por Barbara Toledo

A ANGAAD (ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS GRUPOS DE APOIO À ADOÇÃO), entidade civil sem fins lucrativos responsável pela representação nacional de mais de 100 Grupos de Apoio à Adoção espalhados por todas as regiões do Brasil, coordenadora do Movimento Nacional de Apoio à Adoção, no Brasil,  teve o papel fundamental de despertar os Poderes Constituídos para a realidade do abandono e institucionalização indiscriminados e de longa duração de crianças e adolescentes que se encontravam em verdadeira condição de indignidade humana, privados de seu direito fundamental à convivência familiar.
 
Tais crianças e adolescentes foram por longos anos negligenciados pelos atores responsáveis pelo Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do Adolescente, que se quedaram inertes na definição da situação jurídica dessas crianças e adolescentes institucionalizados, isto é, não foram céleres em avaliar e promover a reintegração à família de origem ou a colocação em família substituta, através da adoção, dos mesmos, permitindo que tais crianças e adolescentes completassem anos e anos de vida nas instituições de abrigo, hoje instituições de acolhimento.
 
E, foram justamente os Grupos de Apoio à Adoção, através da divulgação e fortalecimento da Nova Cultura da Adoção, que denunciaram a condição  que essas crianças/adolescentes estavam sendo tratados: como verdadeiros objetos de propriedade da família biológica, por conta de biologismo preconceituoso que os impedia de receber o tratamento digno de sujeitos do direito de ter uma família apta a amar e cuidar.
 
Os Grupos de Apoio à Adoção defendem o direito constitucional de toda criança viver em família, trabalhando inclusive pelas reintegrações familiares, preparando os candidatos à adoção para a realidade afetiva, o caráter legal, e a responsabilidade dessa forma de paternidade/maternidade, e lutando pela quebra dos mitos e preconceitos acerca da Adoção.
 
Toda essa luta que já faz mais de 18 anos, teve seu pleito maior reconhecido com a promulgação da Lei 12010/2009, apelidada de Nova Lei da Adoção!
 
Agora, pela nova lei, que alterou artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente, foi fixado um prazo máximo de 2 anos para que a autoridade judiciária competente, com base nos laudos técnicos de sua equipe de assistente social e psicólogo, defina a situação da criança e adolescente institucionalizado. Em outras palavras, se há possibilidade de reintegração familiar ou se o caso importará em encaminhamento para adoção.
 
Convém ressaltar, que não será necessário esperar até 2 anos, pois também passou a ser exigido que de 6 em 6 meses essa avaliação seja feita até no máximo 2 anos. Por esse motivo que, por iniciativa do Tribunal de Justiça do RJ, hoje encampada pelo Conselho Nacional de Justiça e replicada para os demais estados da federação, passou a ser exigida a realização de audiências concentradas nas instituições de aacolhimento com a presença do magistrado, sua equipe técnica, o promotor de justiça, a equipe da instituição e os “responsáveis” pela criança/adolescente, tudo para gerar o compromisso do “olho no olho” e acelerar os procedimentos em prol das mesmas que estão perdendo suas infâncias sem o aconchego particularizado de um lar.
 
Também o Cadastro Nacional da Adoção(CNA) é fruto da luta de todos os Grupos em prol da uniformização de procedimento de habilitação para adoção e, principalmente, do levantamento das crianças disponibilizadas para adoção, incógnita muitas vezes até mesmo para os poderes responsáveis.
 
Os Grupos trabalham na perspectiva de  “para cada criança, uma família” e trabalham exaustivamente num processo de convencimento responsável e afetivo para que pretendentes à adoção ampliem seus perfis e adotem crianças negras, com mais idade, com deficiência, grupos de irmãos. São as chamadas ADOÇÕES NECESSÁRIAS!
 
O Movimento Nacional de Apoio à Adoção desafia a todos que lutam pelo respeito aos direitos da criança e do adolescente a divulgar e consolidar a NOVA CULTURA DA ADOÇÃO, através da qual a criança tem que ser tratada como um sujeito de direitos e ão como objeto de propriedade de determinada família, devendo-se encarar a adoção como um instrumento de concretização do direito de viver em família de igual valor, por garantir todos os demais direitos previstos constitucionalmente. Trabalha-se pela ADOÇÃO LEGAL, SEGURA E PRA SEMPRE!
 
Não é à toa que cresce a cada dia a parceria entre Poder Judiciário e Grupos de Apoio à Adoção na preparação dos pretendentes à adoção. Pois é meta de todos os comprometidos com a causa da criança, garantir-lhe uma família de verdade! E, de verdade, não é necessariamente a consanguínea, mas aquela que reúne os atributos do AFETO e CUIDADO!
 
Mas é preciso avançar para a educação, para que as próximas gerações venham despidas de preconceitos e sejam capazes de amar o diferente, acolher e defender toda criança privada de uma família.
porAssessoria de Comunicação ANGAAD

Histórias de amor: exceções nos casos de adoção, dois meninos passarão o Natal com as novas famílias!

Luiza Martin
luiza.martin@an.com.br

Levou quase um ano de espera, mas o presente de Natal de Guilherme chegou, em forma de mãe e pai, para recomeçar uma história que começou às avessas. A carta, escrita aos oito anos e remetida ao Papai Noel, ganhou a aposta com a realidade. Neste Natal, ele faz parte de uma nova família, depois de viver três anos em um abrigo de Florianópolis.

Assim como ele, o garoto R.C., em 2014, passará as festas de fim de ano longe do abrigo joinvilense em que morava. Crianças como eles provocam o recomeço de famílias catarinenses, em um processo chamado “adoção tardia” – que bem poderia ser rebatizada de “adoção ainda em tempo de ser e fazer feliz”.

Gui e R.C. foram resgatados de suas famílias de origem. Moraram em abrigos de forma transitória, até que o vínculo familiar fosse permanentemente rompido. Vivendo situações de abuso e descaso, os meninos foram tirados definitivamente de situações de risco pelas mãos da justiça. Entraram em abrigos como testemunhas da violência, encontrando um destino melhor na adoção tardia.

— É uma adoção de crianças maiores, e nunca é tarde para acontecer — esclarece a assistente social da Vara da Infância e da Juventude de Joinville, Olindina Krueger.

Embora não seja tarde, para algumas crianças que vivem nos abrigos a adoção pode nunca acontecer. É o caso dos adolescentes: jovens com mais de 13 anos tornarem-se parte de novas famílias são raras exceções.

Personagem desta matéria, R.C. foi a criança mais velha a ser adotada em Joinville em 2014: ele tinha 10 anos. A partir dos cinco anos, os nomes passam a integrar um cadastro internacional de adoção, diante da escassez de famílias interessadas em um perfil etário que foge ao dos recém-nascidos e das crianças pequenas.

Casais com idade acima dos 30 anos formam o perfil mais comum de interessados na adoção tardia. Muitos deles estão no segundo casamento, e procuram ser pai e mãe na formação de um novo núcleo familiar.

Ainda existem pelo menos duas ideias pré-concebidas que a assistente social ajuda a desmentir. Uma delas é a de que todas as crianças querem ser adotadas.

— Cada uma reage de um jeito. O mais comum é elas desejarem ser adotadas quando começam a entender a situação — explica — Temos que respeitar o momento e o desejo da criança. Ela precisa estar apta emocionalmente.

A outra ideia que precisa ser desmistificada é a de que toda criança chega recém-nascida aos abrigos. Que a desmintam Gui e RC, e suas histórias.

“Eu quero uma família muito legal…”

— … e um irmão e uma irmã — escreveu Guilherme, no dia 28 de novembro de 2013.

Guilherme, no dia em que saiu do abrigo

Guilherme, no dia em que saiu do abrigo

Com um texto de quem ainda não conhecia vírgulas, o menino reuniu os nomes de todos de quem sentiria saudade ao fazer um pedido especial ao Papai Noel, já com tom de despedida do abrigo.

Na lista de presentes, o carrinho de controle remoto veio depois dos novos irmãos. Assim, ele teria a companhia de quatro, já que vivia no abrigo em Florianópolis com seus dois irmãos biológico. Para finalizar a lista de desejos, pediu:

— Eu quero ir para casa.

Falar da carta escrita pelo filho há pouco mais de um ano deixa o jornalista Reginaldo dos Santos com a voz abafada. Quando se mudaram de Joinville para Florianópolis, ele e sua esposa, Marisete de Oliveira, resolveram adotar uma criança. Entraram na fila, onde ficaram por apenas 11 meses. Querer uma criança de mais idade foi crucial para a aceleração do processo.

— Isso já nos colocou na frente, na ponta — conta ele, que procurava um filho de cinco a nove anos, independentemente de etnia ou do sexo.

Enquanto Guilherme escrevia a carta, Reginaldo e Marisete planejavam a mudança para Florianópolis. Ela, aos 49 anos, tem uma filha do primeiro casamento. Reginaldo também já foi casado, mas, aos 48 anos, ainda não havia realizado o sonho de ser chamado de pai. A vontade de ter filhos só cresceu ao longo dos 14 anos que o casal está junto e ficou ainda mais forte quando ela teve duas gestações interrompidas, uma delas de gêmeos.

Nem Marisete nem Reginaldo pretendiam deixar Joinville. O trabalho com jovens da igreja freava a mudança em busca de um desafio profissional. O assessor de imprensa chegou a perguntar a Deus se deveria aceitar a proposta.

A resposta veio no dia 27 de outubro de 2014, com a guarda provisória de Guilherme.
O garoto é manézinho, nascido em São José. Fala “avacalhou”, “esculhambou” e “baita”. A mãe biológica perdeu a guarda dos três filhos, que não puderam permanecer com nenhum familiar próximo, pois ela encontrava os meninos, tirava-os da escola e sumia com eles. Nada disso assustou o casal.

— Independentemente da história de vida, era ele — acreditou Marisete.

R.C., o menino mais velho
R.C. é o primogênito de quatro filhos, três meninos e uma menina. A justiça decidiu tirar a guarda da família biológica quando o caçula, ainda recém-nascido, foi internado às pressas por causa de uma interrupção intestinal. Ao entrar na casa da família, o cenário que o Conselho Tutelar encontrou entre as crianças ia do piolho à desnutrição.

Vivaldo e Nilza agora dividem as felicidades com o filho

Vivaldo e Nilza agora dividem as felicidades com o filho

Os meninos, recém-nascidos, foram adotados logo. R.C. esperou até os dez anos. Metade de sua vida, passou no abrigo em Joinville. A primeira metade, na casa do pai presidiário e da mãe dependente química. O décimo primeiro ano de vida, ele comemorou ao lado de seus novos pais, o corretor de imóveis Vivaldo Bordin Júnior, 57 anos, e a funcionária pública Nilza Helena da Silva Vilhena, 51.

A ideia do casal nem sempre foi adotar uma criança mais velha – queriam um menino de dois a seis anos. Mas, depois de participar do curso preparatório para adoção, Nilza refletiu.

— E aos outros, quem vai dar uma oportunidade? Todo mundo quer bebezinho — questionou ela.

Em setembro de 2013, o casal iniciou o processo. Em menos oito meses, ganharam a guarda provisória de R.C.

O primeiro encontro aconteceu no dia 10 de abril. E “foi tenso”, na definição de Vivaldo, pois teve a presença da psicóloga e da assistente social. Outro motivo de tensão para os futuros pais era o de não ser compatível com as expectativas do menino.

— Lá dentro, eles montam o sonho de cada um. Nessa idade, idealizam muito. Acreditam em Cinderela, em um mundo ideal. Tem criança que quer a própria família arrumada, e não outra — lembra Nilza.

Nilza e Vivaldo tentaram adotar a irmã de R.C., de dez anos, que ainda vive no abrigo, mas ela não se adaptou, justamente por desejar ter a família biológica reconstruída. Eles agora esperam o tempo da menina, mesmo que, a princípio, tivessem desejado apenas um menino. Mas se engana quem pensa que o casal se interessou pela adoção por pena ou solidariedade.

— Não tem a ver com caridade. Tem a ver com amor maduro, com dar continuidade a algo que você tem dentro de si. É dar sentido à palavra amor — diferencia Vivaldo.

R.C. foi indicado para a família Bordin-Vilhena por ser inteligente e gostar de leitura. Permanecer no abrigo “seria um desperdício de R.C”, o menino mais velho a ser adotado em Joinville em 2014. A quase tudo ele responde com “Ah, tá”.

— Ele usa muito esse “Ah, tá”. Como sujeito, predicado, advérbio e até desculpa esfarrapada — brinca o pai.

Além de corretor e funcionária pública, os pais de R.C. são escritores. Publicaram juntos o livro de contos Meia Dúzia de Olhares. O próximo lançamento de Vivaldo e Nilza terá coautoria do filho, uma “infinitologia”, que começa com uma pergunta: o que você mais gosta na casa nova?

Depois de muita dúvida, ele responde.

— Ah, tá! Gosto de brincar com a Mel e a Jade [as duas mascotes da família]. A Jade sempre tenta lamber a minha cara.

Fonte: A Notícia

porAssessoria de Comunicação ANGAAD

História de adoção: Depois de anos de espera, enfim a Duda

Após dois anos de casamento, resolvemos ter o nosso primeiro bebê. Parei o contraceptivo e, como não engravidava, meu ginecologista pediu alguns exames para mim e para meu marido. De acordo com os resultados, eu poderia engravidar.

Fiz uma estimulação dos ovários por mais ou menos oito meses, tomando medicamentos todos os meses. A cada mês uma expectativa, e nada!

Fui a outro ginecologista que me pediu mais exames e sugeriu uma cirurgia para dilatar o colo do útero. Fiz a cirurgia, fiquei dois dias internada e depois de algum tempo comecei a estimulação dos ovários novamente por mais um ano, mas sem sucesso.

Passei para um especialista, e ele me pediu mais exames complicados e muito dolorosos, como a histerossalpingografia (fiz um total de três), que diagnosticou uma obstrução em uma das trompas.

O médico sugeriu então uma fertilização in vitro. Como o tratamento é caro, entrei em depressão. Foi uma fase muito difícil, eu chorava muito e não suportava ouvir falar em gravidez, achava que todas as mulheres a minha volta conseguiam realizar uma coisa tão natural, menos eu!

Algum tempo depois, uma amiga me indicou outro especialista em infertilidade, que me pediu para repetir vários exames (os que mais doíam). Ele dizia que os exames anteriores eram antigos, com mais de 1 ano, e poderia ter ocorrido alguma mudança (a essa altura eu não sabia se essas mudanças eram para melhor ou pior).

Refiz os exames e ele me indicou o único hospital na época que realizava fertilização in vitro gratuitamente, porém era em São Paulo: o hospital Pérola Byington. Eu morava no Rio.

Eu e meu marido ficamos meses ligando para o hospital à espera da abertura da inscrição e, quando finalmente consegui uma senha, fui várias vezes para lá, viajava a noite toda. Várias vezes, o ano todo.

Finalmente fui me cadastrar na fila de espera para a fertilização, só que, para meu desespero, o número do meu cadastro era 2.235 e a fila estava atendendo o número 332. Além do que, todo o tratamento dependia de verbas do governo de São Paulo.

Um dia voltei chorando durante as seis horas de viagem de São Paulo para o Rio de Janeiro, porque, pelos cálculos que fiz, quando fosse convocada já estaria com mais de 39 anos e a possibilidade de sucesso na fertilização seria menor. Foram meses de choro e depressão, tinha dias que não queria me levantar da cama.

A grande decisão
Somente depois de 10 anos de casados começamos a olhar a adoção como uma opção mais concreta.

Três anos depois do início do processo no Pérola Byington, demos entrada nos documentos para poder participar do processo de habilitação para adoção. Foram dois anos de muita expectativa e ansiedade.

Para o cadastro, preenchemos um questionário com o perfil da criança. Como numa gravidez, não optamos por sexo, somente indicamos a faixa etária de 0 a 2 anos e cor parda ou negra. Para aumentar ainda mais a ansiedade, para essa faixa etária existe uma fila de espera.

Após a habilitação era impossível não me pegar às vezes sonhando acordada que a qualquer momento meu sonho de 10 anos de espera finalmente se realizaria.

Enquanto aguardava, participei (e ainda participo), uma vez por mês, do grupo de apoio à adoção “Adoçando vidas, um projeto de amor”, que conta com uma psicóloga e uma assistente social.

Cada mês é abordado um tema diferente escolhido pelo próprio grupo. Todos os temas são voltados para adoção, tutela, adoção tardia, as mudanças que estão acontecendo nas leis e regras para adoção. Sempre que possível convidamos promotores e a juíza do fórum para uma palestra.

Ali trocamos ideias, dúvidas sobre o processo e mantivemos contato com outras pessoas que já tinham adotado ou estavam habilitadas e aguardando o telefonema (os “grávidos”, como apelidamos).

Sempre que conversávamos, meu marido e eu fazíamos planos sobre o enxoval e a decoração do quarto. O grupo de apoio foi muito importante porque foi dele que recebemos conselhos de outros casais e orientação para economizar dinheiro e fazer uma poupança para comprarmos as coisas do bebê depois que ele chegasse.

O nosso perfil de bebê era muito abrangente, já que não determinamos o sexo. O que comprar? Azul ou rosa? Saída de maternidade ou roupinhas maiores? Berço ou minicama? Resposta: nada!

Ela chegou!
O telefonema foi num final de tarde, eu estava em casa cozinhando e, assim que a comissária se identificou, minhas pernas começaram a tremer. Ela não entrou diretamente no assunto. Perguntou como nós estávamos e se estávamos muito ansiosos.

Quando ela me disse “estou entrando em contato com você hoje para saber como está o casal e para dizer que temos uma criança dentro do perfil que vocês escolheram…” começaram as “contrações” e entrei em trabalho de parto.

Ela me deu informações sobre a criança: era uma menina de 8 meses. Iríamos conhecê-la no dia seguinte.

Assim que ela desligou, liguei para o trabalho do meu marido e dei um baita susto nele, pois não conseguia falar, eu só chorava. Depois de alguns minutos balbuciei: “Vamos conhecer a nossa filha amanhã”.

Não dormi a noite toda, fiquei olhando para o teto tentando imaginar como seria essa menina, se eu iria sentir algo por ela de imediato ou se a convivência é que nos aproximaria.

Tive medo de a criança me estranhar, de chorar ou não aparecer nenhuma afinidade com ela, coisa que pode acontecer. Nesse caso o casal não é obrigado a ficar com a criança, e seu nome volta para a fila de espera.

Mas o momento que vimos o seu rostinho foi emocionante. Meu coração apertou, é uma sensação maravilhosa. Senti que ela era minha, a minha filha. Ela se encaixou completamente nos meus braços como se eles sempre tivessem pertencido a ela.

Hora das compras
Antes de ir conhecê-la, de manhã, corri até a loja de bebês mais próxima para comprar um kit básico, ou kit desespero, com o essencial que você precisa para as primeiras horas, até poder fazer uma lista mais detalhada.

A vendedora me orientou em relação ao tamanho. Comprei uma sandália, dois vestidos cor-de-rosa (é claro), enfeite para o cabelo (e se ela não tiver cabelo?), uma tiara, fraldas, pomada para assadura, toalha, sabonete e banheira rosa (é claro).

Mas a assistente social que a trouxe me entregou uma bolsa com algumas roupinhas, mamadeira e todas as orientações sobre vacinas, alimentação e consultas e exames médicos. Ela veio tão linda e bem vestida que parecia uma boneca.

Como a espera foi de dois anos, tivemos bastante tempo para escolher o nome: Maria Eduarda, lindo e forte como ela.

O resto das compras foi uma correria só, mas com uma alegria imensa. Eu entrava toda orgulhosa nas lojas com minha filha nos braços para escolher roupas, móveis do quarto, objetos de decoração… Tudo o que um casal compra ao longo dos nove meses compramos em uma semana!

Processo em andamento
Estamos juntos há cinco meses e nossa vida mudou completamente. Nossa filha é uma bênção, dorme a noite toda, come muito bem, tem uma saúde perfeita e agora é o centro das atenções. Tudo gira em torno dela.

Ela é o xodó de toda a família, e está completamente adaptada. É um bebê muito risonho.

Estamos ainda com a guarda provisória. Ela é fundamental para o processo de adoção para que haja a verificação de adaptação da criança ao casal e como está a família num todo (como, por exemplo, a criança foi recebida por parentes e amigos).

Nesse período são realizadas entrevistas com psicólogos e, segundo sabemos, a guarda definitiva pode variar de um a dois anos, de acordo com o fórum e o número de processos existentes.

Estamos tão entusiasmos que já pensamos em adotar um irmãozinho para a Duda.